Shohei Ohtani será submetido a um procedimento de drenagem do joelho esquerdo neste domingo, o que o tira do All-Star Game da próxima semana, em Filadélfia. O anúncio foi feito pelos Los Angeles Dodgers na sexta-feira, confirmando que a irritação persistente na articulação o impedirá de lançar pelo restante da série contra o Arizona Diamondbacks - embora ele permaneça no lineup como designated hitter. A precaução é calculada: Los Angeles está em busca do terceiro título consecutivo da World Series e não pode se dar ao luxo de perder seu jogador mais valioso em outubro.
O japonês de 32 anos saltou sua escalação prevista para sexta-feira contra o Arizona, e o time optou por um bullpen game no lugar. Mesmo assim, Ohtani abriu o jogo com um home run de 116 metros, evidenciando que o problema no joelho compromete muito mais sua mecânica de arremesso do que seu poder de rebatida. Após a partida final da série, no domingo, ele receberá uma drenagem do líquido acumulado seguida de uma injeção de cortisona, com o objetivo de garantir que esteja em condições plenas para retornar à rotação na segunda metade da temporada. Num cenário esportivo em que grandes atletas atravessam fases decisivas ao mesmo tempo - assim como a FURIA na grande final do IEM Cologne demonstra o quanto a gestão do momento certo pode definir campanhas históricas -, a decisão dos Dodgers de proteger Ohtani agora reflete a mesma mentalidade de quem joga para vencer quando mais importa.
Um joelho com histórico e um time que joga no limite
O problema não é novo. O joelho esquerdo incomoda Ohtani pelo menos desde 11 de junho, quando uma partida contra o Pittsburgh foi encerrada antes do previsto. É o mesmo joelho operado em setembro de 2019 para correção de uma condição congênita chamada patela bipartida - uma falha na fusão óssea da rótula que pode gerar inflamação crônica sob carga repetida. O manager Dave Roberts foi direto ao descrever a abordagem da equipe: agir antes que o problema se agrave, não depois. Segundo ele, a equipe médica apresentou o caso a Ohtani, que concordou em ser poupado. Roberts reforçou que partidas de outubro valem mais do que uma largada no início de julho.
Nos últimos quatro jogos como arremessador, a eficiência de Ohtani no monte caiu de forma perceptível, sinal de que a limitação física já estava interferindo em seu desempenho. Ainda assim, no prato, sua produção não deu qualquer sinal de queda. Na terça-feira, contra o Colorado, ele acertou seu 300º home run na carreira, tornando-se o primeiro jogador nascido no Japão a atingir a marca na história da MLB - um marco que chegou exatamente na semana de seu 32º aniversário.
Dodgers no topo e de olho em um feito histórico
Com 61 vitórias e 34 derrotas, Los Angeles ostenta o melhor campanha do beisebol norte-americano nesta temporada. O objetivo declarado é conquistar o tricampeonato da World Series, algo que nenhuma franquia alcança desde os New York Yankees entre 1998 e 2000. A equipe abre uma viagem fora de casa justamente contra o Yankees na próxima sexta-feira, e Roberts indicou que espera Ohtani de volta ao lineup até lá. A dúvida que persiste - e que vai moldar a construção da rotação para o segundo semestre - é se o japonês retornará ao monte dentro do cronograma previsto ou se o joelho exigirá uma gestão ainda mais conservadora até outubro.
Roberts deixou claro que o procedimento não deve comprometer a disponibilidade de Ohtani como arremessador na segunda metade, mas a posição exata dele na rotação de seis arremessadores ainda não foi definida. Para os Dodgers, o cálculo é simples: um Ohtani em plenas condições em setembro e outubro vale muito mais do que qualquer escalação apressada em julho.